# Encargos e taxas *IPTU parcelado, custo do boleto, seguro incêndio.* No contrato, botão **Encargos**. Cada encargo tem descrição, valor, número de parcelas e — o mais importante — um **destino**. | Destino | Quem fica com o dinheiro | Exemplo | | --- | --- | --- | | Proprietário | O dono do imóvel | IPTU parcelado | | Imobiliária | A administradora | Custo do boleto | | Terceiro | Prefeitura, seguradora… | Seguro incêndio | > **Encargo não entra na divisão** — A taxa de administração incide sobre o **aluguel**, não sobre os encargos. Um seguro de R$ 80 vai inteiro para a seguradora — a imobiliária não fica com 10% dele. Em **Quantas vezes**, «Todo mês» é o encargo fixo; 1, 2, 3… vezes é o parcelado. > **Lançar hoje, cobrar depois** — **Cobrar a partir de** marca o mês em que o encargo começa a entrar. Vazio, entra já na próxima cobrança. Serve para deixar registrado hoje algo combinado para mais tarde — a 2ª parcela de uma comissão de locação que sai do repasse do dono só em dezembro, por exemplo — sem ter de lembrar de voltar ao sistema na data. Custo interno (que sai do repasse do proprietário) não depende do consentimento de taxas: o inquilino não é cobrado nem avisado. ## Autorizar e avisar: taxas depois da assinatura Acrescentar uma taxa depois que o contrato foi assinado é assunto delicado — o inquilino concordou com um valor, não com surpresas. Por isso o sistema pede duas coisas antes de deixar você somar um encargo novo: - **A cláusula.** A minuta de locação já prevê que taxas ou encargos eventuais poderão incidir no curso da locação, incluídos nas cobranças e comunicados ao inquilino — está na cláusula dos encargos. - **O consentimento.** No diálogo **Encargos**, um botão **Autorizar taxas posteriores** registra que o contrato assinado contém essa cláusula. Enquanto não é ativado, o sistema **não deixa** acrescentar encargo — e diz por quê. Feito isso, toda vez que você acrescenta uma taxa o inquilino é **avisado na hora**: uma mensagem aparece no portal dele e um e-mail é enviado, com a taxa e o valor. Fica também na trilha do contrato, com o seu nome — a prova de que a inclusão foi comunicada. ## Repassar ou absorver: a taxa de boleto A pergunta que sempre aparece: *sou obrigado a cobrar a taxa de boleto do inquilino?* Não. A decisão é **de cada contrato**, e o sistema não impõe nenhuma das duas. Um caso comum é querer os dois comportamentos ao mesmo tempo: manter os contratos antigos como estão — porque o inquilino de dez anos não vai receber bem uma cobrança nova de três reais — e passar a repassar só nos contratos novos e nas renovações. É só não criar o encargo nos primeiros e criar nos segundos. | Sobre um aluguel de R$ 3.200 | Sem o encargo | Com o encargo | | --- | --- | --- | | O inquilino paga | R$ 3.200,00 | R$ 3.203,49 | | A imobiliária recebe | R$ 240,00 | R$ 243,49 | | **O proprietário recebe** | R$ 2.960,00 | R$ 2.960,00 | > **O proprietário não paga a conta em nenhum dos dois casos** — Repare na última linha: os R$ 2.960 não mudam. Sem o encargo, a taxa sai da **taxa de administração** — é a imobiliária que absorve. Com o encargo, quem paga é o inquilino, e o valor vai inteiro para a imobiliária, sem passar pela divisão. > > Por isso a escolha é comercial, e não contábil: ela decide entre cobrar do inquilino ou reduzir a própria margem. O dono do imóvel fica de fora das duas. Para criar: no contrato, **Encargos** → descrição Taxa de boleto, o valor que o seu provedor cobra, destino **Imobiliária**, parcelas em branco. Para deixar de cobrar, desative o encargo — o histórico do que já foi cobrado permanece. > **Acrescentar encargo a contrato em andamento muda o que o inquilino paga** — A cobrança do mês seguinte já sai com o valor novo. Se a taxa não estava prevista no contrato assinado, o lugar de introduzi-la é a renovação — não o meio da vigência. --- Central de Ajuda Locarë · revisão de 23/10/2026 · versão para pessoas: https://app.locareapp.com/manual